Milka: Numerologia & Sustentabilidade Pessoal

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30.11.08

Um Caminho Diferente -

Sempre que aperfeiçoamos ou refinamos nossos hábitos e comportamento, nossos conhecidos, amigos, entes queridos e colegas reparam, e logo fazem comentários ou dão palpites. Quando uma parte do sistema se modifica, pressiona à outra a se modificar também, de sorte que é natural essa reação à nossa mudança.

 

"Enquanto ( meus amigos ) tomavam sundaes, eu pedi um copo de água mineral, e chupei uma pedra de gelo. Eu os olhava com inveja e eles me olhavam como se eu fosse um pouco maluco. E talvez eles tivessem certos.

 

Na situação acima descrita no trecho acima, em que meus amigos festejavam e degustavam sobremessas enquanto eu obedecia aos conselhos dietéticos, senti-me isolado e tive que suportar o estranhamento deles ( sem más intenções ) frente à mudança em meus hábitos - embora fosse uma mudança positiva sob todos os aspectos.

 

As pessoas ficam mais a vontade na companhia daquelas que as fazem sentir-se bem e nossa atitude disciplinada pode levá-las a refletir sobre seus próprios hábitos. Assim, quando escolhemos um caminho superior, ou apenas dfferente, quem está por perto talvez se sinto um pouco constrangido em relação a nós - não raro arruínam nossos esforços.

 

Percorrer um caminho diferente, porque o anterior já não nos convém, pode ser um teste de carater. Implica encontrar novos amigos, que partilhem nossos valores. Haverá medo de que as mudanças em nosso comportamento ou estilo de vida nos distancie de nossos conjuges, colegas ou amigos. Ao penetrar em território desconhecido, os exploradores fatalmente sentem a angustia da separação, do isolamento do grupo. Em ocasiões assim, lembremo-nos de que nem todas as pessoas estão no mundo para se conformar; algumas estão no mundo para liderar.

 

Se alguém, julgando-se ameaçado pelas mudanças que estamos empreendendo, escarnece de nós, podemos perguntar-nos " reverenciarei o deus da opinião ou darei ouvidos ao meu deus interior ? Permitirei que os outros me forcem a ser como eles ? O conformismo é um valor assim tão elevado ? Ou liderarei pelo exemplo e lhes darei a oportunidade de fazer também suas próprias escolhas ?

Dan Millman - A sabedoria do guerreiro pacifico - capítulo : Um caminho Diferente - paginas 114 à 116 ( resumidamente )

Unir-se à Alma do Pai

Uma das lições mais importantes que aprendi dos Hierofantes, desses grandes sacerdotes do passado, foi a tradição pela qual o sucessor unia sua alma à do morto. Essa fusão representava uma continuidade, onde o filho seguiria o caminho do pai, suas idéias e seus sonhos.

 

Tenho certeza de que todos desejam que sua obra seja mantida. Também como filho, venho buscando seguir esse ensinamento do pai, suas idéias e seus sonhos.

 

Existe um exemplo histórico que data da Dinastia XVIII. Ocorreu no funeral do Rei Tustrahata, soberano das Terras de Mitanni, um país vassalo do Egito: cinco de suas filhas, entre as quais a Rainha Nefertiti, participaram de um ritual de união das almas frente ao fogo. Em um momento de grande êxtase místico, uniram-se à alma de seu pai. Assim, mantiveram a grandeza de seu país, segundo o desejo do seu Rei.

 

Além dessa tradição, havia o costume importante: a voz dos anciões sempre era escutada. Eram eles que dirigiam os negócios e que verdadeiramente tomavam as grandes decisões do país, eram valorizados.

 

Existia a figura do velho contador de histórias, homens que percorriam os Dois Países narrando contos e lendas. Muitas de suas histórias se referiam a situações reais, aos sucessos conquistados pelos diversos povoados; também falavam do amor, dos casamentos e dos acontecimentos dramáticos. Estas visitas eram aguardadas por todos, eram um aporte valioso à comunicação entre as diferentes regiões e à cultura em geral.

 

Hoje os anciões não têm mais valor. É só constatar como os asilos estão cheios. Perdeu-se totalmente o interesse pelos velhos. Uma pessoa de 50 anos não consegue mais trabalho porque não a querem mais nas empresas. Por que não servem ? Por que sabem muito ? Por que têm idéias antigas ? Ou por que não estão a par do último modelo de computador ? Qual o verdadeiro motivo ? Por que não aprender com eles muitas de suas experiências ?

 

No antigo Egito, escutava-se a voz da experiência. Atualmente não se escuta mais, sempre há idéias novas, hoje uma e amanhã outra, mas a sabedoria não é assim: hoje uma e amanhã outra …

 

Tampouco é assim um verdadeiro amor……

 

Os papiros guardam o saber de um passado, de uma cultura que deixou seu legado para o futuro, que entendia que nada deve ser provisório e que tudo deve ser projetado para eternidade. Assim tratam de eternizar suas tumbas, suas pirâmides e até seus próprios corpos depois da morte. Dentre desse espírito fizeram tudo na vida, para que perdurasse….

 

Graças a esse aporte, o homem tem alcançado verdades que, como grandes essências, têm se conservado ao longo dos tempos.

 

Ainda admiramos essa antiga sociedade. Seu conhecimento nos facina e é tão vasto qeu continua sendo descoberto e estudado nos nossos dias. Então, eu lhe pergunto, meu querido leitor, por que não aprender suas lições ?

 

Texto retirado do excelente livro Dabraká - O conhecimento do Antigo Egito - Para realização na profissão e nos negócios. ( páginas 67/68 )- Revelando os Segredos do Antigo Egito

Autor Rolland ( Manuel Berniger Litman )

Todos Loucos

No tarô - o baralho sagrado que descreve, com imagens arquetípicas, a jornada humana rumo à experiência, à evolução e ao despertar - a primeira carta do arcano é o Louco. Ela mostra um bufão ( que representa a criança inocente ) mirando o Sol e prestes a cair num precipício ( nas complicações da vida ).

 

Era o Louco que Sócrates se referia - ao inocente, ao ingênuo ofuscado pela luz do Sol e envolvido por toda sorte de noções idealistas, vítima de crenças vagas e do autoludíbrio. Poucas pessoas escapam a essa queda de graça; ela aparece fazer parte da jornada humana.

 

Todos gostaríamos que nossos filhos superassem a queda da graça e permanecessem inocentes, francos, espontâneos - que evitassem o caminho cheio de obstáculos da vida. Mas esse é o caminho que todos devemos percorrer - a aventura do Louco - a fim de ir ganhando sabedoria e nos prepararmos para o destino que nos aguarda.

 

Carentes de iluminação, vagamos sonâmbulos pela realidade subjetiva que nós mesmos criamos. No entanto, o termo louco parece pesado demais para ser aplicado a torto e direito; digamos então que cada um de nós tem seus momentos de insanidade, de inteligência, de crueldade, de ternura, de insensatez, de serenidade.

 

Sócrates não quis dizer que eu era um idiota. Dirigia-se à minha auto imagem, às minhas ilusões de "grandeza". Ele sabia que eu teria que renunciar a tudo a fim de encarar meu lado escuro e meus medos antes de poder abrir-me para algo maior. O mesmo se aplica a todos os seres humanos. Como Sócrates disse certa feita: " Antes de espiritualizar-se, você precisa amadurecer como homem ".

 

Texto retirado de um dos meus preferidos autores de livro:

Dan Millman - A Sabedoria do Guerreiro Pacífico páginas 24 e 25.

2.11.08

Sonhos Podem se tornar e se tornam realidade

Monty Roberts, que era filho de um capataz itinerante de fazenda. Sua familia se mudava com frequencia de um lugar para o outro, e a educação do jovem Monty foi afetada pela mudança constante de escola. Quando estava no ginásio, a classe recebeu a tarefa de escrever um trabalho sobre o que cada jovem queria ser quando crescesse.

 

Ele escreveu uma descrição detalhada de sete páginas sobre o que gostaria de se tornar: um treinador de cavalos, com uma casa de 372 metros quadrados, em seu próprio rancho de 81 hectares. Dois dias depois, ele entregou o trabalho e quando o recebeu de volta a professora havia escrito F grande/vermelho e um recado: "Procure-me depois da aula"

 

Monty, é claro, a procurou e perguntou: Por que eu tirei F ? A professora respondeu que o trabalho descrevia uma visão irrealista, uma vez que ele era um garoto pobre e pertencia a uma família itinerante e sem recursos financeiros. A professora sugeriu que ele fosse para casa e reescrevesse o trabalho de uma maneira que refletisse a realidade. Uma semana mais tarde, e depois de um intenso exame de consciência, Monty Roberts foi até a professora, e lhe entregou o mesmo trabalho. Ele disse: "A senhora pode manter o F, e eu manterei o meu sonho."

 

Hoje, Monty Roberts é próprietário de um rancho mundialmente famoso, que, com frequência, realiza palestras sobre o seu método, inovador e suave, de treinamento de cavalos. Sua casa e seu rancho são exatamente como ele os imaginou, e sua vida extraordinária se transformou num filme que você pode ter visto, O Encantador de Cavalos. A professora de Monty aprendeu sobre o poder de um sonho com um ex aluno, e hoje ela leva alunos ao rancho para que eles ouçam a emocionante história de sucesso de Monty.

 

Portanto mantenha-se sempre posicionando sua vela - objetivo.

 

Mantenha sua visão firme diante de si mesmo, e não desista de seu sonho.

 

E o que mais ? Tome todas as atitudes e ações para que possa concretiza-lo - sem isto é impossivel conseguir o que almejamos.

 

E veja a atitude de humildade da professora dele, hoje ela leva seus atuais alunos para ver o exemplo de fé, persistência e dignidade do ex aluno Monty.

 

 

criado por mil.barsan    21:37 — Arquivado em: Etica/ Códigos, filosofia e reflexão, parabolas, sustentabilidade

1.11.08

Você Não é Problema Meu, Você é Problema Seu

Você não é problema Meu, Você é um Problema Seu !!!

Várias pessoas tem um sonho: que alguém deixe-as de infernizar ou mandar em suas vidas.

 

E é tão simples, quando você tem consciencia que você é um problema seu mesmo, à ser resolvido - solucionado.

 

E como fazer isso ? Muito simples - comece primeiro a conhecer-se.

 

Quando uma empresa tem um problema ela contrata um consultor e começa a pesquisar o problema e achar as soluções  necessárias… e para ter as soluções é certo que haverá mudanças, reajustes, visando sempre o crescimento, progresso e estabilidade.

 

Nós somos seres humanos que estamos interligados à industrias ao mercado de trabalho e negócios… a sua visão pessoal tem que ser similar à uma empresa…

 

Você empenha-se em estudar, graduar-se em alguma área e muitas vezes não conhece você mesmo, não sabe como lidar com suas neuras, seus devaneios, não sabe como lidar com encerramento e perdas de relacionamentos, trabalhos e etc.

 

Muitos de nós perdemos nossa energia eletrica e estamos apaticos conosco… sem motivação… porque perdemos nosso foco, aliás não tinhamos nunca o conhecimento do verdadeiro foco e fomos empurrando as situações até que chegou um momento que tudo o que você faz parece piorar. Tudo de ruim chega na sua porta e por ali fica parecendo uma carniceira sem fim. Incomodando você e quem está ligado a você de alguma forma.

 

Hoje faltando menos de sessenta dias para chegarmos em janeiro de dois mil e nove eu digo carinhosamente que você é um problema seu.

 

Não vai chegar ninguém para ajuda-lo de verdade se você não assumir o problema - o problema é você que complica  tudo.

 

Faça uma reflexão sincera sobre sua vida, suas conquistas e principalmente pelo seu bem estar pessoal e ao seu redor - fique de observador à você mesmo - e quem está do seu lado….

 

Pense se isso aí é o realmente você é dentro de você mesmo e resgate sua eletricidade, que será no inicio uma raiva, uma revolta consigo mesmo - e decida pegar o lado da moeda - alegria e mude definitivamente sua tragetória. Não existe mais desculpas para dizermos ao outros sobre nossos fracassos, sobre nossos desacertos - isto realmente é um problema nosso que precisa ser corrigido.

 

Cuide de você, cuide de sua vida - deixe de reclamar de seu conjuge, de seus filhos, parentes, dos colegas de trabalho e olhe para você extremamente problematico, negativo, exigente - querendo o que não pode no momento.

 

Aprenda a ser dinamico, procure conhecer sua essencia e coloque-se novamente no seu proposito de vida - avance sempre.

 

A caminhada é longa, mais você pode ser muito feliz - basta apenas cuidar de você, dos seus problemas, ter paciencia com você - para ir destrinchando um ser dentro de ti que você muitas vezes nem conhece.

 

Busque suas referencias naturais internas - isto provoca conflitos - não importa … são necessários para que você veja no que tornou-se e saber separar o outro de você.

 

 

criado por mil.barsan    14:46 — Arquivado em: filosofia e reflexão, milka, numerologia sustentavel interdimensional, sustentabilidade

Sobre Gratidão

 

Leia o texto abaixo e faça uma reflexão:

Tem duas coisas importantes: a auto amputação que ele fez na mão impedida de sair debaixo da rocha e o reconhecimento pela oportunidade de viver e  como as pessoas foram com ele na hora do socorro.

 

Quero que você reflita nesse momento sobre seus dogmas antigos, seu mau humor, tensões e coloque -os na posição da mão debaixo de uma rocha e comece então a cortar, tirar esse mau de dentro de você.

 

Com certeza irá acontecer algo parecido com a historia a seguir veridica:

 

 

 

No Colarado, Aron Ralston de 27 anos, que se aventurou numa viagem por regiões rochosas de Utah, ficou preso nas profundezas de um canyon quando uma rocha de 227 kg caiu sobre sua mão, prendendo-a.

 

Durante cinco dias, ele tentou fazer tudo o que pode para se soltar. Mas nada funcionou, ninguém escutou seus pedidos de socorro e sua comida e água estavam acabando. Um resgate parecia improvável, e ele sabia que se quisesse sobreviver, teria de tomar uma decisão drástica para se soltar.

 

A úncia alternativa que ele tinha era amputar sua mão no lugar onde ela ficara presa pela rocha. Usando uma faca cega - a única ferramenta disponível - ele executou uma auto amputação. Ele levou mais de uma hora para cortar os ossos, mas conseguiu fazê-lo e ficou livre. Ele usou seus shorts como um torniquete e, lentamente e com muita dor, caminhou até o início da trilha, onde encontrou dois excursionistas que imediatamente o ajudaram. Aron foi levado ao St. Mary’s Hospital, em Moab, Utah, onde recebeu a assistência médica adequada.

 

Quando recebeu pela primeira vez a mídia , ele expressou gratidão. Estava extremamente grato pelos seus salvadores  - os dois excursionistas, pelas habilidades dos funcionários do hospital, por sua mãe, pai, e pelos pensamentos de milhares de pessoas que haviam orado por ele.

 

Ele fez uma observação que o resgate chegara no dia 1º de Maio, Dia Nacional da Oração e comentou que essa experiencia, que mudou sua vida, foi para ele uma oportunidade efetiva para recorrer a seus recursos espirituais.

 

A historia de Ralston é uma dramática e excelente ilustração de que não somos sempre responsáveis pelas experiencias da nossa vida, mas somos responsáveis pela nossa própria experiência de vida.

criado por mil.barsan    14:23 — Arquivado em: Gratidão, filosofia e reflexão, parabolas

31.10.08

As circunstâncias mudam, o seu propósito permance

As circunstâncias mudam, mas o seu propósito permanece constante.

Conhecer o seu  propósito pod salvar sua vida. A única coisa com que nós podemos contar na vida é a mudança. Independente de quão bem preparados você pensa que está, quando você menos espera, a vida o golpeará com algumas surpresas. Algumas golpes são menores, e alguns são bastante dramáticos. Isso provavelmente aconteceu com você uma ou duas vezes, ou com alguém que você conhece. Pense no grande número de pessoas que se sentiam totalmente seguras a respeito de seus investimentos até 10 de setembro de 2001.

Elas podiam lhe dizer qual seria o valor da sua aposentadoria, até mesmo os centavos; sua segurança estava garantida. Mas houve acaso algum planejamento financeiro que tivesse levado em consideração o que aconteceu em 11 de setembro ? Dentro de um curto intervalo de tempo, investimentos que até então estavam em segurança falharam, empresas de investimentos faliram, corporações inteiras no período que se seguiu à tragédia, planos de aposentadoria perderam o seu valor e os aposentados foram  forçados a procurar trabalho. As pessoas descobriram que a segurança é realmente ilusória.

Apesar dos obstáculos que a vida pode colocar em seu caminho de vez em quando, compreender o seu proposito o centralizará e o manterá centralizado em seu verdadeiro ser, que é a verdadeira fonte de seu poder e de sua segurança. Você aprende a contar com sua própria força interior, e não com pessoas ou coisas que estão fora de seu centro. Você não precisa mais se colocar às ordens de outras pessoas porque você está centrado em si mesmo, o que não significa egoísmo; você está arraigado e alicerçado na sua verdadeira natureza.

Como disse MInot Simons: " Nenhuma filosofia do prazer, nenhuma sensualidade, nenhum cargo nem poder, nenhum sucesso material pode, nem por um momento, proporcionar uma satisfação interior comparável à sensação de viver para um bom próposito".

Texto Extraído do Livro Decifrando o Código da Alma / Robert Norton & Richard Southern

criado por mil.barsan    12:55 — Arquivado em: filosofia e reflexão, numerologia sustentavel interdimensional, sustentabilidade

13.10.08

A historia da Bela Adormecida - A questão do Tempo

Por  Anselm Grun & Ramona Robben

texto retirado da página 45/46 do livro:  Estabelecer Limites, Respeitar Limites - "AMO MUITO"

 

No conto da Bela Adormecida deparmo-nos com um exemplo parecido de limite. A bela adormecida é amaldiçoada por uma mulher sábia: deve ferir-se em uma roda de fiar aos quinze anos e por isso morrer. Uma segunda mulher pode apenas atenuar a maldição, transformando a morte em um sono que dura cem anos. Apesar da precaução dos pais de afastar todas as rodas de fiar, a menina é lançada ao destino. Não apenas ela adormece, mas o castelo inteiro: os pais os empregados e até os animais. Cresce uma floresta de espinhos em volta do castelo. Vários príncipes tentam ultrapassar essa floresta, pois desejam libertar a bela adormecida, da qual se diz ser a mulher mais bonita que se possa imaginar. Os pretendentes, porém perecem lamentosamente na floresta. Após cem anos um homem destemido consegu ultrapassar o limite. Os espinhos transformam-se em flores belas e o deixam entrar.

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Aqui também se trata de um limite. Ao completar quinze anos a menina entra em contato com sua sexualidade e nela se fere. Por isso necessita de uma floresta de espinhos em torno de si. Por um lado deseja o relacionamento homem, mas por outro se defende. Teme ser ferida novamente e assim opta por ferir aqueles que querem conquistar-lhe. Algumas meninas criam uma floresta de espinhos em torno de si, mas é justamente isso que atrai os homens. Porém, logo que um deles se aproxime demasiadamente, elas se recolhem por trás de um muro impenetrável.

A floresta de espinhos também simboliza um limite em relação ao tempo. Aos quinze anos a menina ainda não está madura o suficiente para lidar de forma correta com a roda de fiar. Precisa dormir cem anos, antes de se tornar madura para o amor. O número cem representa totalidade. Somente após a bela adormecida tornar-se quem ela realmente é, o pretendente pode aproximar-se dela. O limite da floresta de espinhos concede-lhe o espaço protetor necessário para o amadurecimento. Após cem anos os espinhos transformam-se em flores, convidando o pretendente a abrir um camimho até a bela adormecida.

 

Não raro deparamo-nos com limites em relação ao tempo e estes precisam ser considerados por nós. Tentamos obter as coisas a força, o que não nos leva a lugar algum. Precisamos esperar a hora certa. Isso se aplica ao amor entre homem e mulher, mas vale também para passos importantes na vida. Às vezes precisamos esperar a hora certa de uma decisão. Nessa situação vale preservar o limite relacionado com o tempo, caso contrário permaneceremos, conforme o conto, presos aos espinhos. Ferimos a nós mesmos à medida que ruminamos os nossos problemas ou quando tentamos forçar alguma decisão de forma violenta.

criado por mil.barsan    18:11 — Arquivado em: Etica/ Códigos, filosofia e reflexão, milka, parabolas, sustentabilidade

Estabelecer Limites & Respeitar Limites

Fonte do livro Estabelecer Limites e Respeitar Limites

Autores: Anselm Grun & Ramona Robben

 

Romanos e gregos atribuem um carater sagrado ao limite, fato este que pode ser reconhecido pela raiz etimológica da palavra sagrado. Em latim sanctus - significa - delimitar. Sagrado é aquilo que se encontra claramente delimitado.

 

O sagrado não é acessível a todos.  O sagrado é o que está fora do alcance do mundo, sobre o qual este não possui poder. Segundo os gregos somente o sagrado cura, mas quando o sagrado não possui limites claros, ele periga ser dissolvido.

 

Os romanos tinha diversas designações para o limite. Significa "finis" o que por sua vez significa final. O alcance de poder do rei e o direito de uso do vizinho terminam no limite. O limite também me lembra do fim das minhas próprias capacidades e possibilidades.

 

O respeito em relação ao limite externo é importante também para alma humana. O homem necessita da proteção dos limites para não se dissolver internamente e manter a identidade. O limite nos protege.

 

O homem necessita do carater sagrado de seu limite, pois somente assim encontrará a si mesmo e se tornará intacto e inteiro. Trata-se de uma condição importante para a felicidade e cura do ser humano. Cada um é responsável pelo seu limite.

 

Permancer consigo mesmo: quando estamos centrados os nossos limites estão mais protegidos.

Frenquentemente permitimos que as expectativas e os julgamentos dos outros nos determinem. Não assumimos aquilo que julgamos certo. Tão logo a opinião alheia passe a exercer pressão demasiadamente grande, abandonamos o nosso próprio território. Adaptamo-nos em consideração à opiniões alheias, perdendo assim o nosso próprio contorno. Desfazemo-nos e perdemos nosso amor próprio. Perdemos a sensibilidade em relação aquilo que realmente desejamos. Não estamos mais em contato com o nosso sentimento interno. Permitimos que os outros prescrevam o que devemos sentir e agir. Admitimos dessa fomra, no entanto, nos afastamos cada vez de nós mesmos e o outro ultrapasse os nossos limites e determine o nosso território.

 

Quando você estabelece seu limite - centramento interno - você começa agir com uma liberdade interna e não se sente sob pressão de dar satisfação aos outros.

Fiz uma adaptação de vários capitulos do referido livro - que vale muito o valor da leitura - principalmente para quem tem algum tipo de preconceito contra Osho - achando que é misticismo.

 

Tem uma passagem sobre Buda muito interessante:

Ele estava a passar por uma aldeia até chegar em outro povoado. Enquanto ele passava algumas pessoas o insultavam, gritavam.

 

Seus "discipulos" diziam: Buda- faça alguma coisa !!

Buda apenas expressou: Falem tudo o que puderem, caso não dê tempo na volta passarei por aqui novamente para terminarem. O que vocês falam, a forma que vocês agem é um assunto de vocês - não tem nada haver comigo, não tem nada  haver com meu "eu interno" . Nada externo tem poder sobre mim e não podem afetar-me !!!

 

Também temos o exemplo de Jesus Cristo que muitas vezes foi pressionado e testado publicamente pelos sacerdotes e fariseus e nunca permitiu que o tirassem do seu próprio centro. Devolvia as perguntas e insultos com outra pergunta.

 

A pessoa que não delimita seu espaço, sua alma perde seu limite - pois não conseguem mais defender-se dos outros ( externo e nem de si próprio ) -  Chama-se de doença o fato de não saber mais como delimitar o seu espaço, acreditando que qualquer coisa negativa de seu entorno refer-se a ele. Absorve tudo e se infecta com o que há de mais nocivo a sua volta.

 

Para essas pessoas não serve a compaixão infelizmente, serve a frase de Jesus Cristo: " Pega sua cama, levanta e anda "

Porque não serve a compaixão ?  A pessoa começaria a contar a vida inteira, reclamar etc.

O homem tem capacidade de andar com seus proprios pés.

A cama que Jesus referia-se  representa a insegurança e doença. Deve a partir daquele momento carregá-lo debaixo do braço. A doença a fraqueza e a inibição não devem impedir que ele viva. Ao invés disso o homem precisa lidar de forma diferente com os seus bloqueios, de forma lúdica - levando o leito/cama para passear. Jesus não precisa mergulhar o doente na água para obter cura, antes o coloca em contato com sua própria fonte interna, fonte esta que borbulha desde sempre dentro dele.

 

 At. adaptei resumidamente vários capitulos do livro - o caso da passagem do buda foi retirado do livro Consciência de Osho e também adaptado resumidamente.

criado por mil.barsan    17:46 — Arquivado em: filosofia e reflexão, sustentabilidade

12.10.08

Quem foi Osho ?

Desde sua infância, na Índia, estava claro que Osho não seguiria as convenções do mundo à sua volta. Passou os primeiros sete anos de sua vida com seus avós maternos, que lhe permitiram liberdade de ser ele mesmo, da qual poucas crianças desfrutam. Ele era uma criança solitária, preferindo passar longas horas sentado em silêncio ao lado de um lago, ou explorar as redondezas sozinho. A morte de seu avô materno, diz ele, teve um efeito profundo em sua vida interior, provocando-lhe uma determinação de descobrir o imortal da vida. Ao se juntar à crescente família de seus pais e entrar na escola, estava firmemente fundamentado na clareza e no senso de si mesmo, que lhe deram a coragem de desafiar todas as tentativas dos mais velhos de moldarem a sua vida.
Ele nunca fugia de controvérsias. Para Osho, a verdade não pode fazer concessões, pois assim deixa de ser verdade. E a verdade não é uma crença, mas uma experiência. Ele nunca pede às pessoas para acreditarem no que ele diz, mas, ao contrário, pede que experimentem e percebam por si mesmas se o que ele está dizendo é verdadeiro ou não. Ao mesmo tempo, ele é implacável ao encontrar meios e maneiras de revelar o que as crenças de fato são - meros consolos para amenizar nossas ansiedades frente ao desconhecido, e barreiras para o encontro de uma realidade misteriosa e inexplorada.

Após sua iluminação, aos vinte e um anos de idade, Osho completou seus estudos acadêmicos e passou vários anos ensinando filosofia na Universidade de Jabalpur. Enquanto isso, viajava pela Índia proferindo palestras, desafiando líderes religiosos ortodoxos, em debates públicos e encontrando pessoas de todas as posições sociais. Ele leu extensivamente tudo o que pôde encontrar para expandir sua compreensão dos sistemas de crença e da psicologia do homem contemporâneo.
No final da década de 60, Osho começou a desenvolver suas técnicas de meditação ativa. O ser humano moderno, ele disse, está tão sobrecarregado com as tradições antiquadas do passado e com as ansiedades da vida moderna, que precisa passar por um profundo processo de limpeza antes de poder descobrir o estado de meditação relaxado e sem pensamento.

Começou a conduzir campos de meditação por toda a Índia, proferindo discursos aos participantes e orientando pessoalmente meditações por ele desenvolvidas.
No início dos anos 70 os primeiros ocidentais começaram a ouvir falar de Osho, e juntaram-se ao crescente número de indianos que foram iniciados por ele no neo-sannyas. Em 1974, uma comuna estabeleceu-se à volta de Osho, em Puna, Índia, e logo os poucos visitantes do Ocidente tornaram-se bastante numerosos. Muitos eram terapeutas que se deparavam com as limitações das terapias ocidentais e que procuravam uma abordagem que pudesse alcançar e transformar as profundezas da psique humana. Osho os encorajou a contribuírem com suas habilidades à comuna e trabalhou intimamente com eles para desenvolverem suas terapias no contexto da meditação.
O problema com as terapias desenvolvidas no Ocidente, ele disse, é que elas estão limitadas a tentar tratar a mente, enquanto que o Oriente há muito compreendeu que a própria mente, ou melhor, nossa identificação com ela, é o problema. As terapias podem ser úteis - como os estágios catárticos das meditações que desenvolveu - para aliviar as pessoas de suas emoções e medos reprimidos, e para auxiliá-las a se perceberem mais claramente. Porém, a não ser que comecemos a nos desapegar dos mecanismos da mente e suas projeções, desejos e medos, iremos sair de um buraco somente para cair num outro. A terapia, portanto, deve andar de mãos dadas com o processo de desidentificação e testemunho, conhecido como meditação.

No final dos anos 70, a comuna em Puna abrigava o maior centro de terapia e crescimento do mundo, e milhares de pessoas vinham participar dos grupos de terapia e meditação, sentar com Osho em seus discursos diários e contribuir com a vida da comuna. Alguns retornavam a seus países e estabeleciam centros de meditação.
De 1981 a 1985, o experimento de comuna ocorreu nos Estados Unidos, numa região de mais de duzentos quilômetros quadrados, no alto deserto do Oregon. A ênfase primordial da vida da comuna era construir a cidade de Rajeeshpuram, um "oásis no deserto". E num período de tempo milagrosamente curto, a comuna construiu casas para cinco mil pessoas e começou a reverter décadas de estragos - devido ao excessivo uso da terra - restaurando riachos, construindo lagos e reservatórios, desenvolvendo uma agricultura auto-suficiente e plantando milhares de árvores.
Em Rajneeshpuram, meditações e programas de terapia aconteciam na Rajneesh International Meditation University. As facilidades modernas construídas para a Universidade e seu meio ambiente acolhedor possibilitaram profundidade e expansão de seus programas, o que antes não era possível. Cursos e treinamentos de longa duração foram desenvolvidos, e atraíram um grande número de participantes, incluindo muitos que já eram profissionais, mas que desejavam expandir suas habilidades e o entendimento de si mesmos.

No final de 1985, contudo, a oposição do governo local e federal a Osho e à comuna tornou impossível a continuação do experimento. A comuna foi dispersa e Osho encaminhou-se para um tour pelo mundo, concedendo entrevistas à imprensa e proferindo discursos para discípulos no Himalaia, na Grécia e no Uruguai, antes de retornar à Índia, em meados de 1986.
Em janeiro de 1987, Osho restabeleceu-se em Puna, proferindo discursos duas vezes ao dia. No prazo de alguns meses a comuna de Puna começou um programa completo de atividades e se expandiu muito mais do que anteriormente. Foi mantido o padrão de facilidades modernas estabelecido nos Estados Unidos, e Osho deixou claro que a nova comuna de Puna deveria ser um oásis do século XXI, mesmo na Índia subdesenvolvida. Mais e mais pessoas vinham do Oriente, particularmente do Japão, e suas presenças trouxeram um enriquecimento correspondente nos programas de cura e de artes marciais. Artes visuais e de performance também floresceram, juntamente com a nova Escola de Mistério. A diversidade e a expansão refletiram-se na escolha, por Osho, do nome Multiversidade, que abrigava todos os programas.
E a ênfase na meditação fortaleceu-se ainda mais - esse era um tema constantemente abordado nos discursos de Osho, e ele desenvolveu e introduziu muitos novos grupos de meditação, incluindo a No-Mind, a Rosa Mística e o Born Again.
Cerca de nove meses antes de deixar seu corpo, Osho ditou a inscrição para o seu samadhi, a cripta de mármore e espelho que contém suas cinzas.

Osho - nunca nasceu, nunca morreu.
Apenas visitou este planeta Terra entre
11 de Dezembro de 1931 e 19 de Janeiro de 1990.

Fonte: http://www.oshobrasil.com.br

criado por mil.barsan    20:39 — Arquivado em: filosofia e reflexão, osho

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