19.1.09
O Criador e o Mestre: Osho
O Rei do fogo, o mestre zen, domesticou a energia do fogo e é capaz de utiliza-la para fins criativos, em vez de usá-las para a destruição. Ele nos convida a reconhecer e a participar com ela da compreensão que é a própria dos que estabeleceram seu domÃnio sobre os fogos da paixão, sem reprimi-los, mas também sem permitir que eles tornem destrutivos e desequilibrados. Ele é tão integrado que não há diferença entre quem ele é por dentro e quem é no mundo exterior. Esta dádiva de compreensão e integração, ele oferece a todos aqueles que o procuram: a dádiva da luz criativa que flui do centro do seu ser. O Rei do Fogo nos diz que qualquer coisa a que nos proponhamos agora, com o entendimento que vem da maturidade, tará enriquecimento à nossa vida e à vida de outras pessoas. É tempo de expressar-se utilizando quaisquer habilidades que você tenha, o que quer que você tenha aprendido com a própria experiência de vida.
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Existem dois tipos de criadores no mundo: um deles trabalha com objetos - um poeta, um pintor, trabalham com objetos e criam coisas; o outro tipo de criador, o mÃstico, cria a si mesmo. Ele não trabalha com objetos, trabalha com o subjetivo; trabalha em si mesmo, no seu próprio ser. Este é o verdadeiro criador, o verdadeiro poeta, porque transforma a si numa obra prima.
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Você leva uma obra prima escondida dentro de si, mas você mesma está obstruindo o caminho. Dê um passo para o lado, e a obra do mestre sera revelada. Cada um de nós é uma obra prima, porque Deus nunca gera coisa alguma menor que isso. Cada qual carrega escondida essa obra de arte por muitas vidas, sem saber quem é, e tentando apenas superficialmente tornar-se alguém.
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Abandone a idéia de vir a ser alguém, porque você já é uma obra-prima. Você não pode ser aperfeiçoado. Você tem apenas de aproximar dela ( você ), de conhecê-la, de percebê-la. Deus criou você com suas próprias mãos; você não pode ser aperfeiçoado.
O MESTRE:
O mestre não é o mestre dos outros, mais um mestre de si mesmo. Cada gesto seu, e cada uma de suas palavras, refletem a sua condição de iluminado. Ele não tem objetivos pessoais, nenhum desejo de que alguma coisa possa ser diferente do que é. Seus discÃpulos se reúnem à sua volta, não para segui-lo, mas para embeber-se de sua presença e para serem inspirados pelo seu exemplo. Nos olhos do mestre, eles encontram a própria verdade deles refletida, e no silêncio eles encontram com maior facilidade o seu próprio silêncio interior. O mestre dá boas vindas aos discÃpulos, não porque queira lidera-los, mas porque ele tem muito para compartilhar. Juntos eles criam um campo de força que dá apoio a cada um isoladamente, para que encontre a sua própria luz. Se não puder, continue procurando. Aprenda com os professores, com os candidatos a mestre, e siga em frente. Charaiveti, charaiveti, disse Buda Gautama. Siga em frente !!!
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Os mestres não ensinam a verdade - não há como ensiná-la. Trata-se de uma transmissão além das escrituras, além das palavras. É uma transmissão: é energia desencadeando energia em você. É uma espécie de sincronicidade.
É preciso que você se acerque do mestre com grande amor, com grande confiança, com o coração aberto. Você não tem consciência de quem você é. Ele tem consciência de quem ele é e tem consciência de quem você é. É possÃvel dizer de uma lagarta que ela não tem consciência de que poderá transformar-se em uma borboleta. Vocês são largatas - bodhisattavas. Todas as largatas são bodhisattvas, e todos os bodhisattavas são largatas. Um bodhisattava é alguém que tem potencial para transformar-se em borboleta, que pode vir a ser um buda, alguém que é um buda em semente e essência….
O relacionamento mestre discÃpulo é o relacionamento entre uma largata e uma borboleta, amizade entre uma largata e uma borboleta. A borboleta não consegue demonstrar que a largata é capaz de transformar-se em borboleta, não existe uma maneira lógica de fazê-lo. Mas a borboleta pode provocar um anseio na largata - e isso é possÃvel.
criado por mil.barsan
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