13.10.08
Estabelecer Limites & Respeitar Limites
Fonte do livro Estabelecer Limites e Respeitar Limites
Autores: Anselm Grun & Ramona Robben
Romanos e gregos atribuem um carater sagrado ao limite, fato este que pode ser reconhecido pela raiz etimológica da palavra sagrado. Em latim sanctus - significa - delimitar. Sagrado é aquilo que se encontra claramente delimitado.
O sagrado não é acessível a todos. O sagrado é o que está fora do alcance do mundo, sobre o qual este não possui poder. Segundo os gregos somente o sagrado cura, mas quando o sagrado não possui limites claros, ele periga ser dissolvido.
Os romanos tinha diversas designações para o limite. Significa "finis" o que por sua vez significa final. O alcance de poder do rei e o direito de uso do vizinho terminam no limite. O limite também me lembra do fim das minhas próprias capacidades e possibilidades.
O respeito em relação ao limite externo é importante também para alma humana. O homem necessita da proteção dos limites para não se dissolver internamente e manter a identidade. O limite nos protege.
O homem necessita do carater sagrado de seu limite, pois somente assim encontrará a si mesmo e se tornará intacto e inteiro. Trata-se de uma condição importante para a felicidade e cura do ser humano. Cada um é responsável pelo seu limite.
Permancer consigo mesmo: quando estamos centrados os nossos limites estão mais protegidos.
Frenquentemente permitimos que as expectativas e os julgamentos dos outros nos determinem. Não assumimos aquilo que julgamos certo. Tão logo a opinião alheia passe a exercer pressão demasiadamente grande, abandonamos o nosso próprio território. Adaptamo-nos em consideração à opiniões alheias, perdendo assim o nosso próprio contorno. Desfazemo-nos e perdemos nosso amor próprio. Perdemos a sensibilidade em relação aquilo que realmente desejamos. Não estamos mais em contato com o nosso sentimento interno. Permitimos que os outros prescrevam o que devemos sentir e agir. Admitimos dessa fomra, no entanto, nos afastamos cada vez de nós mesmos e o outro ultrapasse os nossos limites e determine o nosso território.
Quando você estabelece seu limite - centramento interno - você começa agir com uma liberdade interna e não se sente sob pressão de dar satisfação aos outros.
Fiz uma adaptação de vários capitulos do referido livro - que vale muito o valor da leitura - principalmente para quem tem algum tipo de preconceito contra Osho - achando que é misticismo.
Tem uma passagem sobre Buda muito interessante:
Ele estava a passar por uma aldeia até chegar em outro povoado. Enquanto ele passava algumas pessoas o insultavam, gritavam.
Seus "discipulos" diziam: Buda- faça alguma coisa !!
Buda apenas expressou: Falem tudo o que puderem, caso não dê tempo na volta passarei por aqui novamente para terminarem. O que vocês falam, a forma que vocês agem é um assunto de vocês - não tem nada haver comigo, não tem nada haver com meu "eu interno" . Nada externo tem poder sobre mim e não podem afetar-me !!!
Também temos o exemplo de Jesus Cristo que muitas vezes foi pressionado e testado publicamente pelos sacerdotes e fariseus e nunca permitiu que o tirassem do seu próprio centro. Devolvia as perguntas e insultos com outra pergunta.
A pessoa que não delimita seu espaço, sua alma perde seu limite - pois não conseguem mais defender-se dos outros ( externo e nem de si próprio ) - Chama-se de doença o fato de não saber mais como delimitar o seu espaço, acreditando que qualquer coisa negativa de seu entorno refer-se a ele. Absorve tudo e se infecta com o que há de mais nocivo a sua volta.
Para essas pessoas não serve a compaixão infelizmente, serve a frase de Jesus Cristo: " Pega sua cama, levanta e anda "
Porque não serve a compaixão ? A pessoa começaria a contar a vida inteira, reclamar etc.
O homem tem capacidade de andar com seus proprios pés.
A cama que Jesus referia-se representa a insegurança e doença. Deve a partir daquele momento carregá-lo debaixo do braço. A doença a fraqueza e a inibição não devem impedir que ele viva. Ao invés disso o homem precisa lidar de forma diferente com os seus bloqueios, de forma lúdica - levando o leito/cama para passear. Jesus não precisa mergulhar o doente na água para obter cura, antes o coloca em contato com sua própria fonte interna, fonte esta que borbulha desde sempre dentro dele.
At. adaptei resumidamente vários capitulos do livro - o caso da passagem do buda foi retirado do livro Consciência de Osho e também adaptado resumidamente.
criado por mil.barsan
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